segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Só sairei dali quando Ele quiser que eu saia.

          Já passavam das 9h matinais, quando, lendo a palavra de Deus, me deparei com a seguinte estrofe: “Todos os que criam estavam juntos e unidos e tinham tudo em comum.”


         Este texto da bíblia sagrada se encontra em Atos 2:44, quando o apóstolo Pedro respondeu a multidão que havia visto o povo sendo cheios do Espírito Santo e os perguntara o que era preciso fazer para que pudessem também ser cheios do Espírito Santo, Paulo então respondeu dizendo que era necessário que cada um deles abandonasse seus pecados, ou seja, se arrependessem de suas atitudes ruins. Neste dia, diz a palavra, cerca de 3.000 pessoas foram batizadas e se uniram “aos seguidores de Jesus”.

          Mas o que me chamou a atenção foi o primeiro versículo mencionado nesse artigo: “Todos os que criam estavam juntos e unidos e tinham tudo em comum.” Se continuarmos a leitura em Atos 2:45, veremos que a união ultrapassava várias vertentes humanas, e umas delas eram o orgulho e o desejo de posse, pois eles vendiam suas propriedades para repartirem uns com os outros, adoravam juntos no templo e participavam das refeições com alegria e gratidão, louvando a Deus.

         Ontem passei por uma experiência que se encaixa nesse texto, o texto de repartir, de estar com nossos irmãos em Cristo, de poder adorar junto com aqueles que estão no mesmo propósito que nós estamos. Estava pronto para ir numa determinada igreja, esperando apenas uma pessoa amiga que me acompanharia. Combinamos um horário, mas essa pessoa não apareceu, foi quando fiquei imaginando: “Porque vou deixar de ir à minha igreja, comungar com meus irmãos em Cristo, pelo simples fato de querer estar em outro lugar?” tudo bem que na outra igreja também iria ter comunhão com alguns irmãos, mas percebi que não era o que Deus queria de mim, Ele queria que eu estivesse no lugar onde Ele me colocara, Ele queria que eu estivesse na minha igreja, porque foi ali o lugar que Ele escolheu para que eu pudesse me encontrar mais uma vez com Ele. Foi a igreja que me recebeu, foi onde tive experiências maravilhosas com Deus. Sei e tenho plena convicção de que só sairei dali quando Ele quiser que eu saia. Visitar outra igreja é legal, é diferente, lugares diferentes sempre é bom, mas não quero que isso vire rotina na minha vida. Quero criar raízes fortes com aqueles que Ele tem colocado ao meu redor.

          Sua igreja/templo pode estar passando por problemas? Sim, mas qual não passa, não é verdade?

          Meu desejo é que você, com essa palavra, possa entender o quão bom e maravilhoso é estarmos no lugar onde Deus tem nos colocado, quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união e se predisponham a ajudar uns aos outros naquilo que tiver ao nosso alcance.

          Que o Senhor Jesus Cristo abra nossos olhos espirituais, para que possamos enxergar aquilo que Ele tem preparado para nossas vidas!

Ósculos santo meus amigos em Cristo.



*Esta palavra foi escrita ao som das músicas de Fernandinho.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Desconstruindo uma cena!

         Chegou a hora de desconstruir uma cena, colocá-la no meu pensamento e exteriorizar o que estou sentindo. Pode parecer fácil, mas não é! Ainda mais quando se tem por objetivo falar em gratidão.

         Estava, eu ali, quase 5h da manhã, deitado olhando para um dos meus amigos e perguntando a Deus o porquê Ele tem colocado pessoas tão especiais ao meu lado. 
         A casa era simples, porém muito aconchegante, lembro que na entrada da porta havia um tapete cheio de tecidos pendurados, como se fossem gotas saindo dos panos, quem o fizera, com toda certeza teve um grande trabalho para o deixar naquela finalidade e beleza incomparável.
       Era como se eu estivesse em casa, deitado sobre dois colchões e reunidos com mais 4 pessoas, ficamos conversando por horas, sem nem perceber o tempo passar. Quando então, ouvimos o galo cantar e os gansos dos vizinhos começaram a nos dizer que o dia estava raiando, sim, era hora de dormir, enquanto muitos estavam acordando.
          Porém, não pude dormir antes de pensar em tudo que estava acontecendo, um grande Congresso em Major, marcava a mocidade de todos os jovens "Rosa de Saron". Não sabiam eles, que marcava também minha vida. Sabe aqueles momentos em que você vai se sentar com alguns dos seus filhos, ou netos, caso  assim Deus o permitir, e vai contar a eles tudo que você viveu, cada história, cada passo, cada amigo encontrado, então, esse foi um dos momentos guardados para isso, para nunca se esquecer.
         Fazia praticamente duas semanas que tínhamos nos conhecido, embora tivesse uma amiga em comum, foi como se o mundo esquecera de nos apresentar e estávamos vivendo apenas para aquele encontro. 
        Quando a palavra de Deus diz que existem amigos mais chegados do que um irmão, ela não mente, não desvirtua o assunto, ela é incisiva e coerente, e porque não surpreendente?
        Muitas pessoas vivem uma vida inteira sem descobrir o significado de uma verdadeira amizade, embora para mim é algo muito fácil de se encontrar, muitos não conseguem entender que Deus não quer que andemos sozinhos, pois é necessário sempre um do nosso lado, afinal poderá chegar o dia de angústia e termos com quem conversar e nos ajudar. Deus é tão perfeito, que tudo que Ele faz não se discute, tudo tem um propósito e um objetivo. Todos nós nascemos para sermos servos, e um bom servo deixa de pensar em si mesmo e consegue pensar mais nas outras pessoas, esse foi um dos maiores legados deixado por Jesus na terra, o de servir, e amar o próximo como a nós mesmos. Isso pode parecer tão difícil, mas Jesus demonstrou que não é impossível.
        Nesses últimos dias de Igreja aqui na terra, precisamos amar mais, nos proteger mais, cuidar mais uns dos outros, plantar, regar, para que Deus possa dar o crescimento.
        Sem muitas delongas, deixo aqui toda minha gratidão aos meus amigos que me recepcionaram em Major Gercino, e todos aqueles que de alguma maneira, fizeram o final de semana dos dias 17 e 18 de maio de 2014, um dos quais ficará registrado em meu coração para toda eternidade.

Jonatas, Tamara, Tayse, Eduardo, Alessandro, Gisele, Jesiel e Cássia, meu abraço e carinho e que Deus continue abençoando a vida de cada um de vocês, que possamos sempre nos lembrar, que todas as coisas é dEle, por Ele e para Ele.

Vos amo em Cristo Jesus.

Meu respeito e carinho a todos vocês!




terça-feira, 6 de maio de 2014

A primeira vez dela!

            A semana demorou a passar para aquela jovem menina, os dias pareciam ser tão longos que as 24h diária pareciam não ter fim, tudo isso porque ela tinha uma grande responsabilidade entregue pelos seus líderes.
         Ansiosa, parecia suar frio, contudo, percebia-se que não era um suor de calor e, sim, um suor de temor, pela incumbência que lhe fora entregue dias anteriores, provavelmente numa das reuniões semanais do seu grupo. A missão daquela jovem então era de entregar uma palavra à Igreja.
        Pode parecer fácil para muitos que já tiveram ou têm contato com o púlpito diariamente, o que prejulgo que não, mas até chegar o seu dia de liberar uma palavra vinda da sua intimidade com Deus, o seu sistema nervoso provavelmente não estava nos seus dias de mais descanso, pois ela sabia, acima de tudo, do seu comprometimento com a obra de Deus.
           Suponho, ainda, que antes de buscar algo que pudesse ser repassar à igreja, a jovem menina buscou algo que chamasse muito sua atenção. Dito e feito, uma de suas primeiras palavras em púlpito fora que o texto na qual ela escolheu fala profundamente com ela e, que por isso, e pela fidelidade de Deus com nossas vidas, iria transmitir à Igreja.
            Destarte, como disse anteriormente, escolheu a jovem menina o escrito relacionado à fé e confiança em Deus, àquela confiança que excede a toda explicação e que muitas das vezes é difícil de explicar – apenas de sentir! Digo mais, sem muitos clichês, a explanação girou em torno de alguns rapazes, para ser mais exato, três jovens, que não se prostraram diante da imagem de outros deuses, aludindo a história de jovens que mesmo sendo pressionados por um Rei, preferiram seguir a Deus, seguir seus ensinamentos e sua fé. A história então fora de Sadraque, Mesaque e Abednego, os três jovens na fornalha.
            Quando àquela jovem começou a explanar o que tinha para repassar a igreja, confesso que olhei em minha volta e poucas pessoas deram atenção para ela, talvez pelo receio de que ela era nova e poderia não vir algo com muito impacto ou por ser sua primeira vez em um púlpito, embora cantasse frequentemente, era sua estreia apresentando uma palavra à igreja.
           Ab initio, fiquei um pouco triste com a recepção do povo que estava ali a ignorando, mas percebi que era em vão fazer algo que os lembrassem de que nossa adoração a Deus vai muito além de uma hora de ministração de louvor ou pregação, tão pouco tem hora para começar e acabar, mas é lastimável pensar que existem pessoas que vão para um lugar que tem como objetivo se entregar a Deus, e simplesmente ignoram a presença dEle, como se Ele fosse algo retornável onde quando fosse conveniente o colocam numa gaveta, e quando achassem a hora certa, abririam àquela gaveta, pegariam Deus, o colocassem em um altar, e começariam a adorá-lo como se nada tivesse acontecido.
            O termo adoração em latim é “adorare”, significa falar com, no sentido de ter comunhão com algo, no nosso caso, com Deus. E para ter comunhão com Deus é necessário está atento ao que Ele está falando, suas conversas e risadas no culto não vão te levar a grande intimidade com Ele.
            Enquanto ela falava, percebi que lá fora, a chuva em gotas finas caia, e sua forma líquida molhava os carros e tudo que estava sobre a superfície, quem estava dentro da igreja nem imaginava que um belo fenômeno meteorológico ocorria do outro lado da janela.
            Para os que estavam atentos, a palavra dado por aquela menina, nos lembrou da fidelidade de Deus para com os jovens que não se prostraram diante do Rei Nabuconosor.
           A história conta que esse mesmo Rei construiu uma imagem em ouro com sessenta côvados de altura e 6 de largura, o que seria algo em torno de 27 metros de altura por uns 2,7 de largura, uma grande estátua onde as pessoas de Dura, na província da Babilônia, deveriam se prostrar quando ouvissem o som da trombeta, das flautas, ou de qualquer espécie de instrumentos de música, caso assim não o fizessem, seriam lançados numa fornalha ardente (Daniel 3.5-6).
            A narrativa continua dizendo que após negarem adorar a estátua criada pelo Rei Nabucodonosor, os três jovens foram lançados na fornalha, confiantes que o seu Deus os livraria da morte. E foi exatamente como aconteceu, os soldados que os lançaram na fornalha morreram, mas os três jovens não. O Rei ao perceber que os jovens continuavam vivos, viu que os mesmos caminhavam tranquilamente dentro da fornalha ardente de fogo, e que ainda tinha um quarto homem, semelhante ao Filho de Deus (Daniel 3.25).
        O Rei então mandou tirá-los de dentro da fornalha e, prostrou-se diante do nosso Deus, o reconhecendo como único merecedor de toda adoração. Que nosso aprendizado com esses três jovens, possa girar em torno da fidelidade, confiança e intimidade com Deus. Nunca se esqueça de que ser fiel significa não se prostrar diante de outros deuses, sejam eles quais foram que estejam te abalando neste momento, renuncie a tua vida por amor a Deus, vai valer a pena.
             Ah, e não se esqueçam, a fornalha fora aquecida 7 vezes mais.

            Que Deus te faça entender quão grandiosa obra Ele tem contigo.

Ósculos Santo, meus amigos.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Elementar, meus amigos.

          Já passava da meia noite quando adentramos numa casa de aparência simples, com suas janelas e portas frontais abertas, a primeira impressão é de que ali morava apenas uma pessoa, a mesa organizada com os objetos no devido lugar, colocados por uma senhora de idade já avançada, refletindo seu conforto e personalidade. 
         Entramos um pouco mais e fomos em direção ao seu quarto, quando então perguntei a sua filha o nome correto da senhora, pois não lembrava ao certo, mesmo já a conhecendo há anos.
      Entrei, cumprimente-a e logo ela se lembrou de mim, quando então me indaguei: “como pude subestimar a memória de uma jovem senhora?” Em seguida conversamos, e ela logo tratou em me dizer que quando eu era ainda bebê, era muito difícil me pegar no colo, porque sempre acabava chorando e com meu rosto cheio de lágrimas, caia aos prantos e berros pedindo pelo amparo de minha mãe.
         Com mais de 80 anos de vida, a maior parte servindo ao Senhor, mesmo a induzindo, não consegui tirar uma palavra negativa dela, pois o pouco tempo que ali ficamos não ouvimos em nenhum momento algo desanimador ou que nos deixasse refletir que a vida era difícil, muito pelo contrário, o que vimos foi a força de uma jovem senhora regando sua intimidade com Deus.
       O sorriso encantador e a esperança eram notáveis e admirados por todos. Muitos ali presentes refletiram e se envergonharam por muita das vezes reclamarem da vida, a perdendo com dias de tristezas e de dores. Ela, a jovem senhora, conseguia exprimir o amor de Deus com tanta facilidade que deixou todos ali presentes surpresos. 
      Vimos embora com a lição de que na vida tudo pode vir em nossa direção com o intuito de desanimarmos na nossa caminhada de fé, porém, aprendemos que a “alegria do Senhor é a nossa força” e que caminhar com Cristo supera todas as barreiras que um dia ainda enfrentaremos. Aprendemos, ainda, que quando se tem Jesus no barco, a maré fica calma, os peixes o obedecem e a profundidade de sua sabedoria nos faz querer mergulhar em águas ainda mais profundas.
        Agora, quase 1h da manhã, não poderia dormir sem antes deixar registrado essa experiência com todos vocês.

Deus vos abençoe,

Ósculos santos.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Nem tudo está perdido.

"[...] Nem tudo está perdido, ainda existem pessoas do bem."

          Essa foi a frase que uma jovem disse após chegar até seu veículo e encontrar um recado dentro do banco do motorista que dizia: "Você esqueceu seu carro aberto destrancado e com os vidros da frente abertos. Tomei a liberdade e fechei tudo", e assinou, Lucas.
           
        Com o tempo, ficamos assustados com aquilo que deveria ser normal no meio das pessoas.  Um simples gesto, gera grandes resultados. Que bom seria se tivéssemos a liberdade de poder andar na madrugada pela rua apenas para ficar refletindo sobre a vida. Quão bom seria se em vez de se privar de fazer teus programas, você pudesse explorar cada canto do seu bairro, do seu município, da sua cidade.

          Fico me perguntando onde está os valores dessa geração? Como pode em meio a tanta gente do bem, o mal chamar tanta atenção? Será que estamos nos acovardando ou nos acostumamos com o que o mundo pode nos oferecer?

     A palavra comodismo não deveria fazer parte do vocabulário de nenhuma pessoa, apenas para rebatê-lo, não para impressionar-se.  
Bilhete deixado por homem que encontrou carro aberto na Esplanada (Foto: Reprodução) 
        Talvez esse seja o motivo pelo qual Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas isso não bastava, temos que ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo.

        A administradora termina dizendo que não tem ideia de quem seria Lucas, mais diz que nem pretende que ele seja encontrado. "Ele sabe que fez o bem. Quero só que as pessoas aprendam com o exemplo dele, que ajudem o próximo mesmo sem saber quem é, mesmo sem receber nada em troca".